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O sono é importante para o bom funcionamento do organismo. Suas funções são conservar e restabelecer energia, armazenar a memória, aumentar a habilidade de interação com o meio, reparação de lesões e regulação de hormônios. Infelizmente, a falta total ou parcial de sono vem se tornado comum na sociedade moderna.

Algumas pessoas possuem maior predisposição genética para desenvolvimento de insônia. Entretanto, fatores individuais como a idade e o sexo, além de fatores ambientais, são muito importantes para o desenvolvimento dos sintomas. Em algumas épocas da vida da mulher há maior prevalência de insônia como em períodos de maior ansiedade e depressão, uso abusivo de medicamentos e de estimulantes, períodos com dor, além de evidente piora após a menopausa.

Acredita-se que a insônia é mais prevalente nas mulheres devido a diversos fatores causais estudados, entre eles: a sabida associação de insônia com depressão que é mais comum nas mulheres, a preocupação com o trabalho e as tarefas de casa, a perda de noites de sono com os filhos e as alterações hormonais que ocorrem no dia a dia, seja na TPM, na gestação, na menopausa ou até mesmo na fase pós-parto.

A privação do sono é prejudicial à saúde e, em longo prazo, pode aumentar o risco de doenças como a hipertensão arterial, diabetes, depressão e até obesidade. A relação causal entre elas é muito difícil de ser comprovada, pela associação de muitas variáveis pessoais e ambientais de cada paciente.

Estudos recentes também têm fortalecido a ideia do risco cardiovascular em pacientes que sofrem de insônia. A falta de sono ativa o sistema de estresse durante a noite, com consequente sobrecarga cardiovascular, o que aumenta o risco de doenças do coração e acidentes vasculares cerebrais.

A mulher que tem insônia costuma manter o cérebro em alerta em momentos em que sua frequência deveria ser menor e assim, acaba despertando por causa de pequenos ruídos. Importância de despertar no horário correto, para que o sono da próxima noite não seja prejudicado, uma vez que estará acumulado.

Os impactos desse distúrbio vão além da simples olheira no dia seguinte. As pessoas que sofrem desse distúrbio também podem começar a esquecer fatos recentes, ter comprometimento da criatividade, ter lentidão de raciocínio, ficar desatenta e com dificuldade de concentração. Quando a insônia se torna crônica, ela compromete o sistema imunológico, diminui o tônus muscular, desencadeia o envelhecimento precoce, além de causar a perda crônica da memória.

O tratamento para insônia vai depender do diagnóstico realizado e dos fatores associados em cada paciente. Uma boa higiene do sono é fundamental. Alguns pacientes possuem benefício com terapias cognitivo-comportamentais e o uso de medicamentos pode ser indicado dependendo do caso clínico em questão. Recomendamos conversar com um especialista em Medicina do Sono para um diagnóstico detalhado e orientações terapêuticas.

Fonte: Albert Einstein