Compartilhar

Apesar de serem frequentemente confundidos por causa do nome e pela presença de lesões na pele, o herpes de repetição e o herpes-zóster são causados por vírus diferentes e apresentam características distintas. Reconhecer essas diferenças é importante para buscar avaliação médica e iniciar o tratamento adequado.

O chamado herpes de repetição, ou herpes simples recorrente, é provocado pelo vírus herpes simplex, principalmente pelos tipos HSV-1 e HSV-2. Depois da primeira infecção, o vírus permanece no organismo em estado latente e pode voltar a se manifestar ao longo da vida. As recorrências podem estar relacionadas a fatores como estresse, exposição solar, febre, queda da imunidade e outras condições individuais.

As manifestações do herpes simples geralmente incluem pequenas bolhas agrupadas, acompanhadas de ardor, coceira, formigamento ou dor. As lesões podem surgir nos lábios e em outras regiões da face, além da região genital, dependendo do tipo e do local da infecção. Algumas pessoas apresentam episódios esporádicos, enquanto outras convivem com crises frequentes, situação que merece acompanhamento médico para avaliar estratégias de prevenção e tratamento.

Já o herpes-zóster é causado pelo vírus varicela-zóster, o mesmo responsável pela catapora. Após uma pessoa ter varicela, o vírus permanece adormecido no sistema nervoso e pode ser reativado anos ou décadas depois. O quadro é mais frequente com o avanço da idade e em situações que comprometem o sistema imunológico.

Uma característica comum do herpes-zóster é o aparecimento de dor, ardência ou sensibilidade intensa seguida por bolhas geralmente concentradas em uma faixa de um dos lados do corpo ou da face. Entre as possíveis complicações está a neuralgia pós-herpética, uma dor que pode persistir mesmo depois do desaparecimento das lesões. Quando o quadro envolve a região dos olhos, a avaliação médica deve ser especialmente rápida.

Embora ambas as condições sejam provocadas por vírus da família dos herpesvírus, herpes simples recorrente não “vira” herpes-zóster. O diagnóstico correto permite definir o tratamento e, quando indicado, o uso de medicamentos antivirais. No caso do herpes-zóster, também existem vacinas destinadas à prevenção em grupos para os quais a imunização é recomendada. Diante de lesões recorrentes, dor intensa ou surgimento de bolhas na pele, a orientação é procurar atendimento médico para avaliação individualizada.