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No Brasil, estima-se que cerca de 30% da população tenha algum tipo de manifestação de alergia.

A alergia pode ser entendida como uma resposta imunológica exagerada após à exposição a alguma substância. Vale destacar que praticamente toda substância pode ser a causa de uma alergia, pois cada organismo pode apresentar reações imunológicas particulares. Por isso, estar atento ao fatores ambientais* é fundamental para uma melhor investigação de cada caso.

Principais fatores ambientais relacionados à alergia: poeira, pólens, ácaros, alimentos, cosméticos e medicamentos.

Os sinais e sintomas de uma alergia podem variar muito de acordo com a localidade, quantidade e tipo de substância a que o organismo for exposto.

Muitas vezes, acabamos por interpretar como sendo resultado de uma alergia a tudo aquilo que leve à irritação do nosso nariz e frequentemente levando aquele incômodo de nariz “entupido”. Ainda que essa ideia não seja errada, ela é apenas uma pequena parte das possíveis reações que a alergia pode ser percebida. Sendo assim, a alergia pode ser melhor compreendida como uma resposta exagerada que chamamos de “hipersensibilidade”. Essa resposta imunológica aumentada, após o contato com alérgenos (substâncias que podem causar essa reação de hipersensibilidade), a depender da localização em que ocorrer, pode gerar respostas na pele (dermatite), nos olhos (conjuntivite), na região nasal (rinite), nos pulmões (asma) ou em qualquer parte do corpo!

Além da diversidade quanto a localização da alergia, também pode-se observar diferenças quanto a intensidade dessa resposta imunológica. Algumas pessoas, quando expostas a certas substâncias, além de manifestar reações locais, também podem ter essa reação aumentada e então espalhar-se por todo o organismo, levando a um quadro grave de reação alérgica denominado anafilaxia. Em geral, reações mais graves tendem a ocorrer cerca de quinze minutos após a exposição à substância, a depender do local e da quantidade. Quando manifestadas mais tardiamente, cerca de quatro a oito horas após a exposição, tendem a ser menos graves e limitam-se a sintomas mais locais.

Sinais e sintomas mais comuns da anafilaxia:

Vermelhidão, coceira, irritação, inchaço, náuseas, cólicas abdominais, diarreia, desconforto respiratório, palpitações, tonturas, alterações na pressão arterial, desmaios, entre outros.

Muito embora existam testes laboratoriais e outros métodos mais sofisticados para detectar a alergia, é importante destacar que ela não é e não deve ser indicada rotineiramente como um diagnóstico para esclarecer apenas uma curiosidade. Muito provavelmente você deve conhecer alguém ou até mesmo ter alergia a algum alimento, produto ou medicação e certamente percebeu isso apenas pela reação incomum em seu organismo após essa exposição, não é mesmo? Pois bem, o diagnóstico das alergias é feito, na maioria dos casos, por meio de relatos e observações pelo próprio paciente.

A utilização de testes de sensibilidade, avaliação da função pulmonar, exames de sangue, entre outros, geralmente são reservados aos casos em que há um comprometimento funcional maior na vida do paciente ou até mesmo quando há risco de vida relacionado às alergias.

Em geral, a prevenção é sempre a melhor medida a ser tomada quando o assunto é alergia. Após ter o conhecimento sobre a substância causadora dessa hipersensibilidade, o primeiro passo (e muitas vezes o único necessário) é evitar, sempre que possível, sua exposição. Um bom exemplo desta prática são as pessoas que possuem alergias alimentares (exemplo comum: frutos do mar) para evitar riscos maiores como a já citada anafilaxia! Assim, evitar esse tipo de alimento é sempre a melhor das práticas para essas pessoas.

Contudo, podemos nos perguntar: o que fazer quando a exposição é inevitável? Nesses cenários, existem algumas medicações, que ao serem prescritas pelo profissional da saúde, podem ajudar muitos desses pacientes. Essas medicações, em geral, atuam como um “modulador inflamatório”, ou seja, atuam reduzindo a intensidade da resposta inflamatória e, consequentemente, seus efeitos incômodos ou potencialmente fatais ao paciente.

Referências: Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) Ministério da Saúde (MS)