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Mudança de hábitos alimentares e controle do peso são estratégias de tratamento da doença e melhoram a qualidade de vida dos pacientes.

Rouquidão, pigarro, tosse crônica e dor no peito podem ser sintomas da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), popularmente conhecida como refluxo. Vale explicar que esta variedade de queixas é possível porque este agravo é caracterizado pelo retorno de parte do conteúdo gástrico para o esôfago, causando lesões nesta área e em órgãos vizinhos como a faringe, laringe e o pulmão.

As sensações de queimação e de retorno do alimento são as reclamações mais comuns de pacientes e apresentam intensidade variável, podendo se manifestar por tempo prolongado e interferindo diretamente na qualidade de vida do paciente. Fatores como ganho de peso, maus hábitos alimentares e o consumo de bebidas alcoólicas, em excesso, podem desencadear novas crises.

O diagnóstico clínico pode ser feito, inicialmente, pela persistência dos sintomas citados e é complementado com a endoscopia, que permite avaliar a presença de lesões no esôfago e estômago.

A endoscopia digestiva alta é o primeiro exame indicado na investigação da DRGE, pois permite avaliar a presença e a gravidade das lesões no esôfago, causadas pelo refluxo. A ausência de lesões na mucosa do esôfago não exclui o diagnóstico e, nesses casos, indica-se que o paciente faça o exame de phmetria – para medir a acidez do refluxo ácido do estômago para e esôfago e para a faringe.

TRATAMENTO – As medidas comportamentais, ou seja, mudanças de hábito de vida dos pacientes são a parte mais difícil do tratamento. É sugerida a observação dos alimentos que desencadeiam sintomas do refluxo, como comidas gordurosas, cítricas, café e chá preto, bebidas alcoólicas e gasosas (refrigerante), ou com menta e hortelã. Eles devem ser evitados ou consumidos em menor quantidade e frequência. O tratamento farmacológico é direcionado para o alívio dos sintomas, a cicatrização de lesões no esôfago e a melhora dos sintomas extra-esofágicos, como a rouquidão e a tosse seca. Os medicamentos mais comuns são os inibidores da bomba de próton (omeprazol, pantoprazol, lanzoprazol, etc.) e antiácidos, mas devem ser prescritos, por médicos, de acordo com a gravidade de cada caso clínico. Em alguns casos é indicado o tratamento cirúrgico.

Vale reforçar a importância da mudança de hábitos alimentares como um fator determinante no cuidado com a doença do refluxo gastroesofágico. Alimentos que devem ser evitados como laticínios, alho, cebola, pimenta e gengibre. Eles diminuem a pressão da válvula entre o esôfago e o estômago, favorecendo o refluxo, que ocorre quando esta estrutura não se fecha adequadamente e o conteúdo do estômago volta para o esôfago, trazendo a sensação de queimação, conhecida como azia.

Dicas para o tratamento de refluxo:  Realizar refeições em pequenos volumes, com intervalos de cerca de 3 horas;  Evitar o consumo de líquidos junto com o almoço e o jantar;  Deitar-se pelo menos 2 horas após a última refeição;  Parar de fumar;  Reduzir o peso.

Com informações: MInistério da Saúde

Com informações: Ministério da Saúde