Você sabia que 10% da população apresenta alguma disfunção na tireoide? Esse dado da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) reforça a importância de cuidar dessa glândula, responsável por produzir os hormônios T3 (tiiodotironina) e T4 (tiroxina) que regulam funções de órgãos importantes como o coração, o cérebro, o fígado e os rins.
Por isso, é fundamental estar em perfeito estado de funcionamento para garantir o equilíbrio e a harmonia do organismo.
A cada 10 casos de disfunção na tireoide, nove são em mulheres. Os tipos de disfunções mais comuns são o hipertireoidismo, quando a tireoide libera hormônios T3 e T4 em excesso, e o hipotireoidismo, em quantidade insuficiente.
Algumas alterações no corpo podem indicar alteração na tireoide. A tireoide é responsável pelo metabolismo. Ela atua em quase todos os órgãos, inclusive na temperatura corporal e no gasto energético. Quando corrigida a disfunção, o peso volta ao normal.
Mas os efeitos da alteração da tireoide vão além do aumento do peso. Normalmente, cerca de 30% a 40% do hipotireoidismo apresentam depressão. Sempre é importante paciente com depressão fazer avaliação da função da tireoide. Outros sinais da disfunção na tireoide são cansaço, desregulação do ciclo menstrual, dificuldade de concentração, falta de memória e variação de humor.
DIAGNÓSTICO
A disfunção na tireoide pode ocorrer em qualquer etapa da vida. O problema é simples de se diagnosticar e o tratamento pode salvar a vida da pessoa. O exame de sangue para dosagem do TSH, hormônio que estimula a tireoide, é o teste mais robusto, sensível e confiável para detectar alteração nas funções da glândula. De acordo com o nível do TSH é possível identificar se o paciente tem hipotireoidismo, hipertireoidismo e/ou tumor.
O tratamento para regular o funcionamento da tireoide é gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS), com a oferta de Levotiroxina sódica, na composição de 25mg, 50mg e 100 mg, utilizado no balanço hormonal. Em 2015, foram realizadas no SUS 9,3 milhões de dosagem de T4 e T4 Livre e 1,9 milhão de dosagem de T3, exames para identificar disfunção na tireoide.
Quando fazer o exame de nível de TSH:
• Teste do pezinho;
• Primeiro trimestre da gestação;
• Mulheres acima de 35 a cada 5 anos;
• Mulheres na menopausa anualmente;
O câncer de tireoide é raro. Geralmente aparece após um longo período de disfunção da glândula. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima 6.960 casos novos de câncer na tireoide em 2016, sendo 1.090 para o sexo masculino e 5.870 para o sexo feminino. De 4% a 7% das pessoas apresentam nódulos clinicamente identificáveis com a palpação. Desses nódulos, 5% serão malignos. No entanto, os exames são simples e a grande maioria tem bom prognóstico com o tratamento adequado.
ALERTA PARA O HORMÔNIO T3
É importante fazer um alerta sobre o risco de usar indevidamente o hormônio T3 para emagrecimento. Não se deve usar o hormônio tireoidiano para perder peso. Isso gera risco à saúde. Você emagrece rápido, mas com perda de massa muscular e óssea, além de taquicardia e arritmia. Ao parar o uso do hormônio, a pessoa voltará ao peso inicial, sem a reposição da massa muscular e óssea.
Com informações: Ministério da Saúde