Na última quarta-feira, 9 de março, foi divulgado alteração no protocolo para diagnostico de microcefalia no Brasil.
No início da emergência de microcefalia no país, em novembro passado, todos os bebês com perímetro cefálico menor que 33 cm eram notificados como microcefalia. Em dezembro de 2015, o Ministério da Saúde alterou esse parâmetro, que passou a ser de 32 cm, e agora com base em estudos mais aprofundados, o órgão decidiu mudar novamente.Serão notificados como suspeitos os casos de meninos com crânio medindo menos do que 31,9 centímetros e de meninas, menos de 31,5 centímetros.
A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com uma malformação no crânio. As crianças podem ter complicações no desenvolvimento da fala, motora e até quadros de convulsão.
O vírus da zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, é apontado como uma das causas da microcefalia. No entanto, a doença também pode ter causas genéticas, passadas dos pais para a criança, como também por uso de drogas, álcool ou outros produtos tóxicos durante a gestação, além de possíveis infecções que atinjam o bebê durante a gestação.
O Ministério da Saúde esclarece que a microcefalia não é um agravo novo. Trata-se de uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Na atual situação, a investigação da causa, que seria o vírus da zika, é que tem preocupado as autoridades de saúde.
O Brasil já teve 5.909 notificações de microcefalia desde 22 de outubro de 2015 até 27 de fevereiro, segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde no último dia 1º. Do total de notificações, 641 casos foram confirmados e 1.046 foram descartados; 4.222 casos continuam sob investigação.
De acordo com o boletim, entre os casos confirmados, 82 tiveram exame positivo para o vírus da zika.
Foram notificados ainda 139 óbitos por microcefalia após o parto ou durante a gestação, dos quais 31 foram confirmados como casos de microcefalia ou alteração do sistema nervoso central, 12 foram descartados e 96 continuavam em investigação.