O surto de casos de microcefalia associado ao vírus Zika tem deixado a população preocupada, principalmente as gestantes. A microcefalia não é um agravo novo. Trata-se de uma malformação congênita em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Neste caso, os bebês nascem com perímetro cefálico menor que o normal, que habitualmente é igual ou superior a 32 cm. Esse defeito congênito pode ser efeito de uma série de fatores de diferentes origens, como as substâncias químicas, agentes biológicos (infecciosos) como bactérias e vírus e radiação.
É possível detectar a microcefalia no pré-natal. No entanto, o diagnóstico só é feito após o nascimento do bebê. O primeiro exame físico faz parte da rotina nos berçários e deve ser feito em até 24 horas após o parto. Este período é um dos principais momentos para se realizar a busca ativa de possíveis anomalias congênitas.
Malformações congênitas podem ocorrer em qualquer período da gestação. Porém, acredita-se que os três primeiros meses sejam os mais importantes para o desenvolvimento do bebê. No caso da microcefalia associada ao vírus Zika, o Ministério da Saúde continua investigando para esclarecer como ocorre essa transmissão e sua atuação no organismo humano. Pesquisas sobre a infecção do feto e o período de maior vulnerabilidade para a gestante estão em curso.
A prevenção da microcefalia como consequência da infecção pelo Zika passa por uma gravidez saudável, bem acompanhada por uma equipe de saúde e evitando o contato com o mosquito transmissor, o Aedes aegypti.
ORIENTAÇÕES PARA AS GESTANTES - É importante que as gestantes realizem um pré-natal completo, com todos os exames previstos nesta fase. E tenham os cuidados habituais para uma boa gestação, como não consumir bebidas alcoólicas ou qualquer tipo de drogas e não utilizar medicamentos sem a orientação médica. Qualquer alteração que acontecer durante a gestação deve ser relatada aos profissionais de saúde que a acompanham.
As medidas para prevenir as picadas do mosquito Aedes aegypti precisam ser reforçadas. Por isso, as gestantes devem manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e repelentes indicados para o período da gestação. Além disso, evitar contato com pessoas com febre, manchas vermelhas (exantemas) ou infecções.
COMBATE AO AEDES - A adoção de medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doenças devem ser seguidas por todos. A principal forma de prevenção é evitar que os mosquitos nasçam. A eliminação de criadouros é fundamental.
Em 45 dias um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas. É bom lembrar que o ovo pode sobreviver até 450 dias, mesmo se o local onde foi depositado estiver seco. Se a área receber água novamente, o ovo ficará ativo e poderá atingir a fase adulta em poucos dias. Para evitas estes casos, após eliminar a água parada, é importante lavar os recipientes com água e sabão.
Com informações: https://www.gov.br/saude/pt-br