No ano de 2009, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), através da publicação da resolução RDC 47/09, estabeleceu regras para as bulas dos medicamentos, normatizando pontos como tamanho da letra, harmonização das informações para os medicamentos genéricos e similares em relação aos de referência, disponíveis em formato que possibilite o acesso aos deficientes visuais, informações distintas e específicas para pacientes e profissionais de saúde e acesso eletrônico para facilitar a busca das informações.
Hoje, na bula destinada ao público em geral, as informações estão disponíveis no formato de perguntas e respostas, de maneira clara e objetiva, facilitando o entendimento e a leitura do paciente. Já a bula destinada aos profissionais de saúde, possui informações mais detalhadas e técnicas, o que reflete um avanço na garantia do uso racional de medicamentos no Brasil.
São várias as informações relacionadas aos medicamentos e, muitas vezes, torna-se impraticável tê-las de modo completo num texto limitado. Desta forma, visando facilitar a rotina dos profissionais de saúde, em especial na área hospitalar, o farmacêutico realiza buscas específicas sobre medicamentos. E muitas vezes elabora manuais direcionados ao público interno de suas instituições com informações não descritas nas bulas. Este trabalho que assegura suporte à tomada de decisão relacionada aos medicamentos, garantindo padronização de conduta, qualidade e agilidade no processo.
Desta forma, por maior que seja o número de informações contidas na bula, é imprescindível o trabalho de busca de dados adicionais realizado pelo farmacêutico, já que agrega valor para toda equipe assistencial no processo do uso seguro do medicamento.
Com informações: Albert Einstein