De acordo com o Ministério da Saúde, quase 13 mil pessoas são contaminadas todo ano por doenças transmitidas por alimentos. Desse total aproximadamente metade (45%) das contaminações acontece dentro da casa dos brasileiros. Isso ocorre na maioria das vezes por desconhecimento e, em alguns casos, descuido em relação ao armazenamento e manuseio adequado dos alimentos.
Cada produto tem a sua especificação e sua forma correta de ser armazenado antes do consumo e após abertura da embalagem. Isso depende também da matéria prima utilizada e da tecnologia empregada na sua fabricação. Assim, para saber com o que estamos lidando é preciso criar o hábito de ler os rótulos, que devem conter todos os indicativos de composição do produto e orientações de validade e manutenção da qualidade.
Na dúvida, a sugestão é ter bom senso e observar a composição do alimento, a matéria prima utilizada, procedência, além da aparência. Alguns alimentos necessitam ser armazenados em temperatura mais baixa e outros em mais alta. Além disso, se existe uma data de validade é importante respeitá-la.
A regra deve ser respeitada também com os alimentos caseiros, artesanais ou in natura. Todos os produtos devem passar por higienização antes de serem abertos e utilizados. Os alimentos in natura devem ser lavados com cloro, sendo importante observar sempre sua aparência, odor e textura antes de ingeri-lo.
Notícias de que um determinado lote de um produto precisa ser recolhido do mercado porque estava contaminado são comuns. Isso pode ocorrer por falhas no processo de fabricação, como erros nos procedimentos padronizados de higiene operacional.
Às vezes, algumas tubulações de misturas de ingredientes não podem ser desmontadas para serem higienizadas manualmente, então as companhias utilizam substâncias químicas para fazer esta higienização. Claro que o processo é feito cuidadosamente para não contaminar os alimentos, mas, caso haja alguma falha na verificação pós-higienização, isso pode acontecer.