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A cólica em bebês é uma das queixas mais comuns nos primeiros meses de vida e costuma gerar insegurança nas famílias. Caracterizada por episódios de choro intenso, geralmente no fim do dia, ela aparece mesmo quando o bebê está alimentado, limpo e aparentemente saudável. Embora seja uma fase transitória, o impacto emocional pode ser grande para quem cuida.

De acordo com especialistas, a cólica não tem uma única causa definida. Entre os fatores mais associados estão a imaturidade do sistema digestivo, a adaptação do organismo fora do útero e até a sensibilidade a estímulos do ambiente. Em alguns casos, a ingestão de ar durante as mamadas também pode contribuir para o desconforto.

Os sinais mais comuns incluem choro inconsolável por longos períodos, corpo enrijecido, pernas flexionadas em direção ao abdômen e dificuldade para se acalmar. Esses episódios costumam surgir por volta da segunda ou terceira semana de vida e tendem a diminuir após o terceiro mês, à medida que o bebê amadurece.

Apesar de não haver um tratamento único, algumas estratégias podem ajudar a aliviar o desconforto. Massagens suaves na barriga, movimentos de balanço, banho morno e a posição vertical após as mamadas são medidas frequentemente recomendadas. O contato pele a pele e o acolhimento também são fundamentais para tranquilizar o bebê.

É importante destacar que nem todo choro é cólica. Por isso, a avaliação de um profissional de saúde é essencial para descartar outras causas, como fome, refluxo ou alguma condição clínica que precise de atenção. O acompanhamento pediátrico garante segurança e orientação adequada para cada caso.

Para os pais e cuidadores, o período de cólica exige paciência e suporte emocional. Buscar ajuda, dividir responsabilidades e entender que essa fase é passageira pode fazer toda a diferença. Com informação, acolhimento e orientação correta, é possível atravessar esse momento com mais tranquilidade e segurança.