A fibromialgia é uma doença silenciosa e não detectável em exames laboratoriais, e muitas vezes é encarada como um transtorno apenas psicológico, mesmo quando as dores constantes gerem até depressão no doente.O quadro é ainda pior quando o doente sofre com a descrença e desconfiança de quem está ao seu redor, ou que duvidam da legitimidade da condição.
Pois é: há quem não acredite que os sintomas sejam verdadeiros, mas isso não invalida a experiência de quem sofre com fibromialgia.
Fibromialgia é doença, não frescura
No Brasil, as causas da fibromialgia ainda não estão claras, mas por definição, é um distúrbio de dor e sensibilidades crônicas e generalizadas. Ela é tipicamente presente em mulheres jovens ou de meia-idade (cerca de 80% dos casos)4, mas pode afetar qualquer pessoa. Os principais sintomas são:
Dor persistente e sensibilidade que se espalham pelo corpo todo, principalmente pelo crânio, tórax e coluna vertebral;
Rigidez corporal;
Fadiga (Sono fragmentado e sono não-restaurador);
Dificuldades cognitivas;
Ansiedade e/ou depressão;
Comprometimento das atividades diárias.
O desafio do diagnóstico
Não é possível diagnosticar fibromialgia com uma radiografia ou exame de sangue. O médico identifica a doença pelos sintomas relatados e por um exame físico, que identifica os pontos dolorosos no corpo.Muitas vezes, a doença é confundida com tendinite, quando as dores acontecem nos ombros, coluna cervical e joelhos.
O diagnóstico da fibromialgia é realizado por exclusão e recomenda-se avaliar outras doenças que poderiam ser a causa dos sintomas antes de fazê-lo, como por exemplo: hipotireoidismo, artrite reumatóide, doenças autoimunes.
Fibromialgia tem cura?
Infelizmente não, mas algumas adaptações no estilo de vida e medicamentos podem fazer o controle prolongado dos sintomas. Os exercícios, por exemplo, são grandes aliados do paciente, tanto que se exercitar é a principal recomendação médica para o tratamento da condição.
Não há uma recomendação específica sobre o tipo de atividade física. A opção varia de acordo com os sintomas e preferências de cada um. O ideal é testar várias modalidades até encontrar uma que realmente ajude, e que te dê prazer, claro. Além de diminuir a dor, o exercício melhora a depressão, a ansiedade, o sono e a fadiga.
É possível que seu médico receite algum medicamento, mas o tratamento deve ser multidisciplinar, combinando remédios e exercícios físicos com práticas como acupuntura e outros tipos de autocuidado.