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No dia 03 de junho é celebrado o Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil. No Brasil, 3 a cada 10 crianças entre 5 e 9 anos atendidas no Sistema Único de Saúde (SUS), estão acima do peso, e 14% das crianças nessa faixa etária estão obesas (POF, 2008-2009). Em Minas Gerais, segundo o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), dados referentes ao ano de 2019 indicam que 28,15% das crianças na mesma faixa etária estão com excesso de peso, sendo 13,15% o percentual das que estão com obesidade.

A obesidade é uma doença multifatorial, que dentre as suas causas encontram-se a má alimentação, a inatividade física e o desmame precoce.

A mudança dos hábitos alimentares da população brasileira, caracterizada pelo aumento do consumo de alimentos processados e ultraprocessados (congelados, macarrão instântaneo, salgadinhos tipo “chips”, biscoitos recheados, refrigerantes, guloseimas e outros), e a redução no consumo de alimentos in natura ou minimamente processados como frutas, legumes, arroz, feijão, carnes, leite e ovos, determina, dentre outras consequências, o desequilíbrio na oferta de nutrientes e a ingestão excessiva de calorias e alimentos nutricionalmente pobres em sua composição.

Essa tendência favorece a incidência do sobrepeso e do desenvolvimento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como o diabetes, a hipertensão, as doenças cardiovasculares e certos tipos de câncer. Anteriormente, manifestadas com maior frequência em pessoas idosas, atualmente, as DCNT, atingem, também adolescentes e crianças, sendo um importante problema de saúde pública mundial.

A inatividade física é outra mudança de hábito entre a população, principalmente entre as crianças, que estão dedicando grande parte do tempo em comportamentos sedentários como: assistindo à televisão, jogando videogame, utilizando tablets e celulares. Essa redução no gasto energético favorece o aumento da prevalência da obesidade.

Uma relação desconhecida por muitos é entre o aleitamento materno e a obesidade infantil. Muitos estudos têm demonstrado um efeito protetor do aleitamento contra a obesidade infantil (MS, 2012).