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O primeiro Dia Internacional de Atenção aos Acidentes Ofídicos foi celebrado na última quarta-feira, 19 de setembro, em todo o mundo. A data foi criada por uma coalizão de organizações que trabalham em prol da saúde global e da medicina tropical e visa aumentar a conscientização sobre o enorme, mas ainda pouco reconhecido, impacto mundial das picadas de cobra.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 81 mil e 138 mil pessoas em todo o mundo morrem a cada ano em consequência de picadas de cobras venenosas. Outras 400 mil ficam permanentemente incapacitadas ou desfiguradas. No Brasil, foram registrados 29.094 acidentes com serpentes no ano passado. Desses acidentes, 107 levaram a óbito, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Prevenção e medidas após acidentes com serpente peçonhenta

O Brasil é um dos principais produtores de soros antiofídicos do mundo, mas a prevenção ainda é uma das melhores formas de reduzir a incidência de acidentes.

Mais de 95% dos acidentes ofídicos ocorrem nas pernas ou nos braços. Por isso, algumas medidas simples de prevenção devem ser adotadas:

• Utilize calçados fechados, perneiras ou botas de cano alto;

• Fique atento onde pisar ou colocar as mãos para se apoiar;

• Não mexa em buracos no chão ou em ocos de árvores sem proteção.

Em caso de acidente, é importante:

• Lavar a região da picada com água e sabão;

• Manter o local da picada em posição confortável;

• Levar a vítima para atendimento médico; jamais aplicar qualquer tipo de substância (álcool, borra de café, vinagre, urina etc.) no local;

• Se possível, levar o animal para identificação.

Como reconhecer uma serpente peçonhenta?

As serpentes peçonhentas de interesse médico possuem uma cavidade que fica perto de cada narina, chamada de fosseta loreal. Por isso, em muitos lugares, essas serpentes são chamadas de “cobras de quatro ventas”. As corais verdadeiras são uma exceção a essa regra, pois não possuem fosseta loreal.