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Com a chegada do verão, muitas pessoas resolvem adotar dietas que restringem a ingestão de um determinado grupo ou tipo de alimento para tentar perder peso mais rápido. Porém, essa prática, sem acompanhamento médico e nutricional, pode causar complicações à saúde e ter consequências indesejadas a longo prazo, como o efeito sanfona.

Cortar o glúten e a lactose das refeições são algumas das dietas adotadas mais populares, mas nem todo mundo precisa ou deveria aderir a elas. Estas dietas devem ser iniciadas após um diagnóstico médico e prescritas por um profissional especializado, para que, depois de um determinado período, a pessoa que aderiu à dieta não apresente deficiência de vitaminas, macro e micronutrientes.

Todo tipo de dieta, para ter um bom resultado, necessariamente precisa ser acompanhada por um profissional de nutrição, para que não cause prejuízos à saúde do paciente. Tomamos como exemplo aquela pessoa que exclui alimentos com lactose e que futuramente poderá ter deficiência de cálcio e má absorção de vitamina D. Por isso, há a necessidade de acompanhamento nutricional, em que é realizada a suplementação vitamínica, evitando as deficiências e as doenças ocasionadas pela falta de ingestão destes micronutrientes.

Em alguns casos, a restrição de alimentos é indicada, como acontece com os pacientes intolerantes a alimentos específicos. A intolerância à lactose, por exemplo, é a incapacidade de digerir um tipo de açúcar encontrado no leite e em outros produtos lácteos. Isso acontece devido à falta da enzima lactase, que realiza a sua digestão.

O mesmo acontece com o glúten, que deve ser restrito para as pessoas que sejam portadoras da doença celíaca. Para o restante, não há impedimento de consumo. A dieta deve ser orientada com base na pirâmide alimentar, nas proporções corretas para que não se tenha deficiências e em quantidades suficientes de acordo com o peso e estatura, que podem ser calculados e ajustados.

Portanto, ao adotar dietas restritivas, em caso de recomendação médica, o principal cuidado é o acompanhamento por profissionais que avaliam a condição nutricional e os exames laboratoriais. Assim, é possível evitar deficiências e realizar reposição com suplementação, se necessário, e substituição apropriada de alimentos.