É muito comum alguém dizer que é portador ou que já ouviu falar de doenças autoimunes. Essas enfermidades pertencem a um grupo de patologias distintas, que são caracterizadas por uma desordem imunológica, que é quando o sistema imunológico começa a produzir anticorpos que combatem componentes saudáveis do nosso próprio corpo.

Os motivos para isso são variados e nem sempre esclarecidos. Tudo acontece quando o corpo começa a confundir as proteínas com agentes invasores, passando a combatê-las. Portanto, uma doença autoimune é uma enfermidade causada pelo sistema imunológico, que passa a funcionar de forma inapropriada.

Sabe-se que existem um pouco mais do que 30 doenças autoimunes, sendo que cada uma possui sintomas específicos e ataca órgãos distintos. As mais conhecidas são: diabetes mellitus tipo 1, lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide, doença de crohn, esclerose múltipla, tireoidite de hashimoto, vitiligo, psoríase e hepatite autoimune.

Esclerose Múltipla

A Esclerose Múltipla é uma doença neurológica, crônica e autoimune. Neste caso, as células de defesa do organismo atacam o sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares.

Embora a causa ainda não seja conhecida, a doença tem sido foco de muitos estudos no mundo todo, o que têm possibilitado uma constante e significativa evolução na qualidade de vida dos pacientes, que são geralmente jovens e em especial mulheres de 20 a 40 anos.

A Esclerose Múltipla não tem cura e pode se manifestar por diversos sintomas, como por exemplo: turvação visual, perda de força progressiva em membros superiores ou inferiores, alteração do equilíbrio e/ou da coordenação motora, distúrbio de sensibilidade dos membros e disfunção intestinal e da bexiga.

Os tratamentos medicamentosos disponíveis buscam reduzir a atividade inflamatória e os surtos ao longo dos anos contribuindo para a redução do acúmulo de incapacidade durante a vida do paciente.

Além do diagnóstico precoce e do tratamento dos surtos, a utilização de medicamentos específicos para esta finalidade. É de suma importância o investimento na qualidade de vida, bem como o acompanhamento neurológico permanente.

Os medicamentos e as formas de tratamentos utilizados devem ser indicados pelo médico neurologista que vai analisar caso a caso.

Com informações: Blog São Luiz