O período da gestação e do pós-parto, também chamado de puerpério, pode trazer muitas dúvidas às mamães, principalmente para as de primeira viagem. As crenças populares também ajudam a aumentar os mitos que envolvem a gestação, das mais inofensivas, como prever o sexo do bebê pelo formato da barriga, até escolhas alimentares que interferem na amamentação.

Preparamos essa reportagem baseando em material divulgado pelo Ministério de Saúde na tentativa de explicar melhor ou desmentir algumas desses mitos que cercam a chegada do bebê.

• Se a grávida passa vontade, o bebê nasce com a cara da comida.

O desejo de comer coisas estranhas é comum na gravidez. Não há risco do bebê nascer com problemas caso você passe vontade. Em virtude das modificações e adaptações que ocorrem no corpo de uma mulher grávida, é comum apresentar desejos ou aversões por determinados alimentos.

• Mulher grávida precisa comer por dois.

De maneira geral, a recomendação é de que a mulher grávida mantenha uma alimentação balanceada e saudável, com preferência para alimentos naturais, não processados ou industrializados, rica em fibras, vitaminas e minerais e pobre em gorduras, além de ingerir bastante líquido.

• Dormir de bruços machuca o bebê, e dormir sobre o lado esquerdo é melhor.

A mulher grávida pode escolher a posição em que se sinta mais confortável para dormir, inclusive a posição conhecida como “de bruços”. No entanto, quando a mulher se deita de lado, principalmente do lado esquerdo, o fluxo sanguíneo que chega ao bebê é facilitado.

• A mulher que fez uma cesariana não pode ter parto normal na gravidez seguinte.

A frase que diz “uma vez cesárea, sempre cesárea” não é mais verdade. De acordo com as evidências científicas atuais, a mulher que foi submetida a uma cesariana pode sim ter parto normal na gravidez subsequente, pois os riscos de complicações de um parto normal são inferiores aos demais riscos que estão relacionados a cirurgias sucessivas (exemplo: lesão de órgãos internos, alterações placentárias, hemorragias, infecções, entre outros).

• A mulher não pode lavar a cabeça desde no primeiro dia após o parto.

Não há razoes médicas para que a rotina de higiene pessoal seja alterada após o parto.

• O bebê provoca rachaduras no peito da mãe quando arrota sobre ele.

Escoriações e fissuras em mamilos e aréolas são causadas, principalmente, porque a técnica de amamentação não está adequada (o bebê não está pegando de forma correta). Para resolver, é necessário o apoio da equipe de saúde e realizar a correção.

• A mulher grávida pode fazer tratamento odontológico?

É importante e saudável cuidar da saúde bucal durante a gravidez. Há, inclusive, anestésicos locais e antibióticos que podem ser usados durante a gravidez se forem necessários.

• Enquanto a mulher estiver amamentando não existe chance de engravidar.

Em virtude das modificações hormonais relacionadas à amamentação, é possível que a mulher não consiga identificar o retorno da ovulação e engravide mesmo antes de apresentar ciclos menstruais novamente. Por essa razão, é de extrema importância o acompanhamento na unidade de saúde para o planejamento reprodutivo.

• O cabelo cai em maior quantidade depois do parto?

Em virtude das mudanças hormonais que ocorrem durante a gravidez, há um maior crescimento do cabelo; após o parto, esses novos fios começam a cair, aparentando uma maior quantidade de queda. Em geral, é um processo normal, mas, em caso de dúvidas, é importante procurar a unidade de saúde.

Com informações: https://www.gov.br/saude/pt-br />