A preocupação com a saúde tende a ser reforçada no sexo feminino desde a primeira consulta ginecológica, quando a menina alcança a puberdade. Talvez por isso, dados de pesquisa realizada em conjunto entre o Ministério da Saúde e o IBGE, revelou que 78% das mulheres vão ao médico pelo menos uma vez por ano, enquanto apenas 63,9% dos homens fazem o mesmo. Mas para manter a saúde em dia, em qualquer fase da vida, a mulher deve se prevenir periodicamente, principalmente das doenças conhecidas por afetarem em sua grande maioria o público feminino.

Um check-up laboratorial e de imagem deve fazer parte da rotina de saúde durante toda a vida da mulher. Com a primeira menstruação, os ginecologistas costumam pedir o ultrassom pélvico por via abdominal (supra-púbica), para ver se está tudo bem com a bexiga, útero e ovários. Ao iniciar as relações sexuais, o especialista tende a recomendar o ultrassom pélvico transvaginal, que ajuda na identificação precoce de alterações como cistos nos ovários, ovários policísticos, endometriose, entre outros.

É neste período também que as mulheres começam a rastrear e acompanhar possíveis alterações nas mamas por meio da ultrassonografia mamária. O primeiro exame, de fato, é o clínico (toque), feito pelo ginecologista no consultório”. Contudo, este é um tipo de exame imprescindível para pacientes diagnosticadas com lesões nas mamas. Isso porque esse método ajuda a diferenciar nódulos sólidos ou císticos, orientando o médico assistente se ele deve ser puncionado ou apenas acompanhado.

Saúde da mulher madura

A partir dos 30 anos, os médicos buscam acompanhar mais de perto a tireoide, uma glândula localizada no pescoço. A tecnologia nos proporcionou equipamentos de ultrassonografia cada vez mais sensíveis, que conseguem indicar nódulos de 1 a 2 milímetros na tireoide que não seriam encontrados por meio de palpação, por exemplo,.

Os 40 anos são um marco, pois nessa idade a mamografia passa a fazer parte do check-up feminino. A mamografia ainda é o melhor exame para a detecção precoce do câncer de mama, pois permite visualizar sinais muito tênues de tumores pequenos, mesmo antes de serem palpados, com prognóstico de cura de 30 a 70%.

Com a chegada da menopausa, por volta dos 50 anos, as chances de osteoporose são maiores e a densitometria óssea torna-se um importante aliado para a saúde da mulher. A densitometria compara os ossos do paciente com o de uma pessoa jovem e saudável e fornece um cálculo que indica quão distante o paciente está da massa óssea da média ideal. Com isso, conseguimos prever qualquer problema futuro e evitar uma fratura séria.

É importante frisar, que, nem sempre a presença de alterações nestes exames indica câncer ou problemas de saúde sérios. Junto com o especialista indicado precisamos saber avaliar melhor a imagem para evitar procedimentos invasivos, como a biópsia ou até cirurgias, sem a real necessidade. Por isso também é importante sempre guardar exames antigos, para que o médico possa compará-los.