A vacina contra o HPV em meninas entre 9 e 13 anos começará a ser distribuída pelo SUS ( Sistema Único de Saúde) no próximo dia 10 e se é estenderá até 2016.
Leia o material abaixo e esclareça suas dúvidas sobre o assunto.
O que é?
HPV é a sigla em inglês para Papilomavírus Humano, um vírus capaz de infectar a pele ou as mucosas das pessoas. Existem mais de 100 tipos diferentes, sendo que aproximadamente 40 podem infectar tanto os genitais quanto o ânus.
Quais os riscos?
O perigo está na possibilidade do câncer. Nos casos em que a infecção persiste, ela é causada por um tipo com potencial cancerígeno. As lesões iniciais, caso não forem identificadas e tratadas, podem progredir para o câncer, principalmente no colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca.
Quais os tratamentos?
Não existe tratamento específico para eliminar o vírus. O tratamento das lesões deve ser individualizado, dependendo do estado de cada paciente. Podem ser usados lasers, eletrocauterização, ácido tricloroacético (ATA) e medicamentos que melhoram o sistema de defesa do organismo.
E a vacina?
As vacinas são preventivas e de dois tipos: as quadrivalentes (que serão aplicadas nas meninas pelo SUS), que previnem lesões genitais pré-cancerosas de colo do útero, vulva e vagina e câncer do colo do útero em mulheres e verrugas genitais em ambos os sexos; e as bivalentes que previnem lesões genitais pré-cancerosas e câncer do colo do útero em mulheres.
Por que nessa idade?
A faixa etária de 9 a 13 anos foi escolhida no Brasil já que após o início da atividade sexual a possibilidade de contato com o HPV aumenta progressivamente. 25% das adolescentes apresentam infecção pelo HPV durante o primeiro ano após iniciação sexual e três anos depois esse percentual sobe para 70%.