Com a chegada das estações mais frias, especialmente do inverno, profissionais de saúde observam um aumento significativo nos atendimentos por doenças respiratórias, como asma e bronquite. A queda das temperaturas, associada ao ar mais seco, contribui diretamente para a piora dos sintomas em pessoas que já possuem diagnóstico dessas condições.

O ar frio provoca uma reação nas vias respiratórias, que tendem a se contrair e produzir mais muco, facilitando o surgimento de sintomas como tosse, chiado no peito, sensação de aperto e falta de ar. Além disso, durante o frio, as pessoas permanecem mais tempo em ambientes fechados, o que favorece a concentração de poeira, ácaros, mofo e vírus respiratórios.

Crianças e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis nesse período. No caso das crianças, o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento, enquanto os idosos podem apresentar doenças crônicas associadas, o que aumenta o risco de complicações. Pacientes com histórico de alergias respiratórias também merecem atenção especial.

Outro fator importante é a redução da umidade do ar, comum nas estações frias. O ressecamento das vias aéreas diminui a capacidade de defesa do organismo, facilitando infecções como gripes e resfriados, que podem desencadear crises de asma e bronquite ou agravar quadros já existentes.

Especialistas reforçam que a prevenção é essencial para reduzir o número de crises. Manter ambientes arejados e limpos, evitar exposição ao frio intenso, hidratar-se adequadamente e manter a vacinação em dia são medidas importantes para proteger a saúde respiratória.

O acompanhamento médico regular e o uso correto das medicações prescritas também fazem toda a diferença. Diante de sinais de agravamento, como dificuldade para respirar ou piora persistente da tosse, a orientação é procurar atendimento o quanto antes para evitar complicações e internações.