Abril é o mês dedicado à campanha Abril Azul, que tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para o Transtorno do Espectro Autista (TEA), promover o conhecimento, combater o preconceito e incentivar a inclusão das pessoas autistas em todos os ambientes sociais. A data está diretamente ligada ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007.
O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento que se manifesta desde os primeiros anos de vida e pode afetar a comunicação, a interação social e o comportamento de cada indivíduo de forma muito particular. Embora não tenha uma causa única identificada, especialistas afirmam que a condição está relacionada a fatores genéticos e ambientais, e que o diagnóstico precoce é essencial para que a criança receba estímulos e terapias adequadas o mais cedo possível, favorecendo seu desenvolvimento ao máximo.
Dados recentes do Censo Demográfico de 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que cerca de 2,4 milhões de brasileiros receberam diagnóstico de autismo, o que corresponde a aproximadamente 1,2% da população. Entre as faixas etárias analisadas, as crianças de 5 a 9 anos apresentaram a maior prevalência de diagnóstico, o que reafirma a importância de observar sinais desde a primeira infância. 
Esses números reforçam o aumento de diagnósticos, que pode ser atribuído, além de um real crescimento, a uma maior conscientização da população, à ampliação do acesso à avaliação especializada e à melhoria dos critérios diagnósticos utilizados pelos profissionais de saúde.
A campanha Abril Azul não se limita apenas à conscientização sobre o autismo como condição, mas também busca promover respeito, inclusão e visibilidade para as pessoas que vivem com TEA. Iniciativas de conscientização, como audiências públicas, debates, capacitações para profissionais de saúde e ações em escolas, reforçam a necessidade de garantir que essas pessoas tenham oportunidades iguais no acesso à educação, ao trabalho e aos serviços de saúde.
A inclusão social é um dos pilares defendidos pela campanha. Isso significa que se espera não apenas a presença de pessoas autistas em diferentes espaços, mas que esses ambientes sejam acolhedores, adaptados às suas necessidades e livres de preconceitos. A participação de familiares, educadores e profissionais é fundamental para que crianças e adultos com autismo possas se desenvolver, expressar suas habilidades únicas e exercitar sua autonomia com dignidade e respeito.
Com o Abril Azul, entidades, instituições públicas e privadas, e profissionais de saúde reforçam a mensagem de que informação e empatia reduzem estigmas, e que a sociedade tem papel decisivo na construção de um ambiente mais justo e acolhedor para todas as pessoas dentro do espectro autista.