A Gastrite medicamentosa é uma inflamação da mucosa do estômago causada pelo uso de determinados medicamentos, especialmente quando utilizados de forma frequente, prolongada ou sem orientação adequada. Essa condição é comum e pode atingir pessoas de diferentes idades, sendo uma causa importante de dor e desconforto gastrointestinal.

Entre os medicamentos mais associados à gastrite medicamentosa estão os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como ibuprofeno e diclofenaco, além do ácido acetilsalicílico. Esses fármacos reduzem a produção de substâncias que protegem a parede do estômago, tornando a mucosa mais vulnerável à ação do ácido gástrico.

Os sintomas mais frequentes incluem dor ou queimação na região superior do abdômen, sensação de estômago cheio, náuseas, azia e, em alguns casos, vômitos. Quando não identificada e tratada, a gastrite medicamentosa pode evoluir para complicações mais graves, como sangramentos e úlceras gástricas.

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, histórico de uso de medicamentos e, quando necessário, exames como a endoscopia digestiva alta. Identificar o remédio responsável é fundamental para a condução correta do tratamento e para evitar a progressão da doença.

O tratamento geralmente envolve a suspensão ou substituição do medicamento causador, sempre com orientação médica, além do uso de fármacos que reduzem a acidez do estômago e auxiliam na cicatrização da mucosa. Medidas como alimentação equilibrada e evitar álcool também contribuem para a recuperação.

A prevenção da gastrite medicamentosa passa pelo uso consciente de medicamentos, respeitando doses e tempo de tratamento prescritos. A automedicação deve ser evitada, e qualquer sintoma persistente deve ser avaliado por um profissional de saúde, garantindo segurança e proteção ao sistema digestivo.