A Mpox foi recentemente reclassificada como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional devido ao aumento significativo de casos em algumas regiões do mundo. Inicialmente, em julho de 2022, a doença, anteriormente conhecida como "varíola dos macacos", já havia sido elevada ao nível mais alto de alerta. Entre janeiro de 2022 e janeiro de 2023, mais de 85 mil casos e 89 mortes foram registrados em 110 países. Embora a situação tenha melhorado em 2023, a OMS decidiu reduzir o status de emergência em maio do mesmo ano.
No entanto, a rápida propagação de uma nova variante, especialmente no continente africano, está gerando preocupações. A República Democrática do Congo é a mais afetada, com mais de 15 mil casos e 500 mortes em 2024. Embora duas vacinas estejam recomendadas, nenhuma delas está amplamente disponível no Brasil. O risco no país é considerado baixo, com 709 casos registrados em 2024, uma queda significativa em relação aos mais de 10 mil casos de 2022. Desde 2022, foram contabilizadas 16 mortes, sendo a mais recente em abril de 2023.
O surgimento de novas variantes, como a Mpox clade ib (1B), aumenta a necessidade de medidas rigorosas de prevenção e controle. A doença, que se transmite principalmente por contato direto, pode causar lesões na pele, mucosas e órgãos internos, variando em gravidade. Os sintomas mais comuns incluem febre, dores de cabeça, dores musculares e linfonodos inchados, seguidos pelo aparecimento de lesões cutâneas que evoluem para pústulas, especialmente nas áreas genitais e perianais. Em casos mais graves, as lesões podem afetar os órgãos internos, levando a complicações severas.
A mudança no nome da doença visa evitar a estigmatização dos primatas não humanos, refletindo um esforço para melhorar a compreensão pública sobre a Mpox.