Dengue é uma doença antiga e bem conhecida do povo brasileiro. Presente em todos os estados brasileiros, o mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, já é uma figura carimbada combatida com fervor todos os anos pela população. Mas, já refletiu sobre o quanto você conhece sobre a história da dengue? Você sabe realmente contra o que estamos lutando?

Com ocorrências relatadas há mais de 200 anos, a dengue é uma doença única, dinâmica e sistêmica. Isso significa que a doença tem cura, mas os sintomas podem se agravar. Por isso, é preciso constante reavaliação e observação dos sintomas, para que as intervenções médicas aconteçam nos momentos certos e que não ocorram óbitos.

Apesar de ter se popularizado bastante e, por isso, a população brasileira ter perdido um pouco do temor pela doença, é importante lembrar que a dengue é uma enfermidade que requer cuidados médicos específicos e, se não tratada, pode levar à morte.

Você sabia que se uma pessoa já teve dengue ela ainda pode ser infectada por outro tipo da doença? O paciente realmente fica imune após se recuperar de um tipo da doença, mas ainda tem chances de pegar algum dos outros 3 tipos existentes. Por isso, é importante manter as medidas de prevenção e segurança mesmo que já tenha sido infectado alguma vez.

Existem quatro tipos de vírus de dengue. Cada pessoa pode ter os 4 sorotipos da doença, mas a infecção por um sorotipo gera imunidade permanente para ele. Nesse caso, depende de qual vírus está circulando naquele ambiente, já que a transmissão acontece quando o Aedes pica uma pessoa infectada e acaba infectando também outra pessoa.

Aedes Aegypti significa “odioso do Egito”. De acordo com pesquisas do Instituto Oswaldo Cruz, o mosquito transmissor da dengue é originário do Egito, na África, e vem se espalhando pelas regiões tropicais e subtropicais do planeta desde o século 16, período das Grandes Navegações. Admite-se que o vetor foi introduzido no Novo Mundo, no período colonial, por meio de navios que traficavam escravos.

Além disso, relatos da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) mostram que a primeira epidemia de dengue no continente americano ocorreu no Peru, no início do século 19, com surtos no Caribe, Estados Unidos, Colômbia e Venezuela.

No Brasil, os primeiros relatos de dengue datam do final do século XIX, em Curitiba (PR), e do início do século XX, em Niterói (RJ). No início do século XX, o mosquito já era um problema, mas não por conta da dengue -- na época, a principal preocupação era a transmissão da febre amarela. Em 1955, o Brasil erradicou o Aedes aegypti como resultado de medidas para controle da febre amarela. Contudo, o relaxamento das medidas adotadas levou à reintrodução do vetor em território nacional, no final da década de 1960. Hoje, o mosquito é encontrado em todos os estados brasileiros.

Fique atento aos sintomas

Ainda não existe vacina ou medicamentos contra dengue, somente para aliviar seus sintomas. Portanto, a única forma de prevenção é acabar com o mosquito, eliminando os possíveis criadouros.

Os principais sintomas da dengue são:

- Febre alta > 38.5ºC.

- Dores musculares intensas.

- Dor ao movimentar os olhos.

- Mal estar.

- Falta de apetite.

- Dor de cabeça.

- Manchas vermelhas no corpo.

No entanto, a infecção por dengue pode ser assintomática (sem sintomas), leve ou grave. Neste último caso pode levar até a morte. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Em alguns casos também apresenta manchas vermelhas na pele. Na fase febril inicial da dengue, pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e sangramento de mucosas.

Se apresentar os sintomas, procure imediatamente um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados. Todos os tratamentos são oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Combater a dengue também é se prevenir contra Zika e chikungunya. Isso porque os três vírus são transmitidos pelo mesmo mosquito: Aedes aegypti.

Com informações: Ministério da Saúde