A cardiopatia congênita é uma má formação que acomete o coração dos bebês. Dentre os defeitos congênitos, corresponde de 20% a 40% dos óbitos decorrentes de malformações. Segundo dado do Ministério da Saúde, é considerada a terceira maior causa de mortes de bebês antes de completar 30 dias e equivale a cerca de 10% das causas de mortalidade infantil.

É fundamental conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce, da preparação dos hospitais e maternidades para atender esse paciente e sua família, além de profissionais que estejam aptos para dar todo o suporte e assistência a essas crianças.

A atenção à saúde do feto e da mãe é um dos fatores mais relevantes para a queda da mortalidade infantil. O mais importante é orientar as famílias da importância do pré-natal bem feito, pois diagnosticar a doença durante a gestação melhora a perspectiva do tratamento das cardiopatias graves. Dependendo do caso, logo após o nascimento do bebê, a cirurgia já pode ser realizada, minimizando riscos e futuros problemas.

Além dos exames de ultrassom, toda grávida deve realizar o ecocardiograma fetal. É por meio dele que o médico especialista em cardiologia fetal observará as estruturas do coração do bebê e sua funcionalidade, verificando se estão de acordo com o esperado. Atualmente é sugerido que o ecocardiograma fetal seja incluído na rotina do pré-natal, uma vez que 90% das más-formações cardíacas ocorrem sem nenhum fator de risco.

Os fatores que podem levar ao desenvolvimento de uma cardiopatia congênita são diversos, que vão desde influência do ambiente, diabetes, lúpus, infecções congênitas, que alteram o desenvolvimento do coração fetal e ocorrem nas primeiras oito semanas de gravidez; uso de drogas, tabaco, medicações, exposição a raios-X durante a gravidez, até a herança familiar.

A identificação do problema auxilia o médico a fazer um planejamento do nascimento e do tratamento. Além de ajudar a família a entender melhor o que está por vir. Em alguns casos o tratamento é intrauterino e, em outros, logo após o nascimento. Sua identificação precoce colaborará com o sucesso do procedimento, além de contribuir parra a melhora da morbidade e mortalidade infantil.