A psoríase é uma doença da pele relativamente comum, crônica e não contagiosa. Porém, existem pesquisas que mostram que o dano físico e mental provocado pela psoríase pode ser similar ou até mesmo maior do que o provocado pelo câncer, artrite e diabetes.

Os sintomas da psoríase variam de paciente para paciente, mas normalmente incluem manchas vermelhas com escamas secas esbranquiçadas ou prateadas, coceira, queimação e dor. Um dos motivos para o dano psicológico provocado pela psoríase vem do falso estigma de que essa doença é contagiosa.

Por deixar marcas visíveis na pele, existe uma ideia de que a psoríase pode ser transmissível. Por isso, é preciso conscientizar a sociedade que o contato não precisa ser evitado, e é possível controlar essa doença com tratamento adequado. Por esse motivo, por afetar a qualidade de vida e autoestima e pelo medo do diagnóstico, já que é uma doença crônica, muitas pessoas deixam de procurar um médico e buscar tratamento.

Tratamento

A psoríase não tem grupo de risco e qualquer pessoa pode desenvolver a doença, independente de cor, raça, sexo e idade. Porém, questões genéticas, estresse, obesidade, tempo frio, consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo podem acelerar e desencadear o surgimento dessa doença. Por isso, a alimentação saudável e bons hábitos de vida ajudam no controle da doença.

Em casos leves, a simples hidratação da pele por cremes tópicos e a exposição diária ao sol bastam para melhor o quadro clínico e controlar os sintomas. Caso o quadro não melhore, ainda é possível utilizar um tratamento com exposição à luz ultravioleta que utiliza combinação de medicamentos que aumentam a sensibilidade da pele à luz, com a luz ultravioleta (UVA), geralmente em uma câmara emissora da luz. Casos graves podem demandar medicação por via oral ou injetável. Muitas vezes, por afetar drasticamente a autoestima e qualidade de vida, é recomendável um acompanhamento psicológico.

Com informações: Blog São Luiz e Ministério da Saúde