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O Transtorno do Pânico (TP) é uma síndrome caracterizada pela presença recorrente de ataques de pânico. Ele pode acometer homens e mulheres em qualquer idade, porém, é mais frequente em mulheres jovens.

São crises espontâneas, súbitas, inesperadas, de mal-estar e sensação de morte iminente, acompanhadas de sintomas de hiperatividade autonômica, como taquicardia, por exemplo.

As crises de hiperatividade autonômica são reações normais em uma situação real de perigo. No transtorno do pânico, porém, essas crises ocorrem sem uma causa específica e com uma certa frequência.

Após um assalto, por exemplo, a vítima sente palpitações, taquicardia, náuseas, dor torácica, sensação de falta de ar, sudorese, tremores, calafrios e medo de morrer. Estes são exatamente os sintomas mais frequentes dessas crises, que duram cerca de dez minutos, em média.

O TP pode ocorrer com ou sem agorafobia, que é o “medo de ter medo”. Neste caso, a pessoa começar a evitar situações nas quais uma crise de pânico pode representar perigo. Normalmente, ela começa a não querer sair de casa, evita frequentar lugares em que possa sofrer uma crise, isolando-se cada vez mais da sociedade.

Em geral, quem sofre de Transtorno do Pânico procura pronto-socorros clínicos, já que não imaginam que o problema pode ser psicológico. Então passam por diversos especialistas, fazem uma série de exames, até que chegam ao médico psiquiatra. O inconveniente é que neste estágio, já sofreram muito e suas vidas já foram fortemente impactadas.

Por este motivo,vale ressaltar a importância de passar em avaliação com um psiquiatra assim que as crises começarem a ser frequentes. Este médico fará a avaliação adequada, solicitará exames e a avaliação de outros especialistas , se necessário, para afastar outras causas.

O ideal é o tratamento conjunto de psicoterapia mais medicamentos receitados pelo psiquiatra. Com os remédios adequados, o paciente pode ter o alívio parcial dos sintomas já no início do tratamento, em cerca de 15 dias.

Porém, é necessário fazer o acompanhamento a longo prazo, uma vez que o abandono do tratamento a curto prazo pode ocasionar o retorno das crises.

Tanto fatores genéticos quanto fatores ambientais podem contribuir para o surgimento do transtorno do pânico.