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Os transtornos mentais têm figurado nas listas das causas mais frequentes de afastamento do trabalho. Entre eles está o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), caracterizado pela presença de pensamentos obsessivos e compulsões.

Estes pensamentos “invadem” a pessoa com frequência, independentemente de sua vontade. O indivíduo acometido por esse transtorno acredita que o único jeito de se ver livre desses pensamentos – e desta ansiedade – é realizar o ritual da compulsão, como por exemplo, checar se a porta esta trancada girando a chave três vezes. Ele acredita ainda que, se não agir deste modo, algo muito ruim pode acontecer.

Os rituais podem se desenvolver em qualquer área como limpeza, checagem, simetria, contagem, organização, entre outros, e podem tomar proporções catastróficas na vida da pessoa e de seus familiares.

O principal sintoma do TOC é a presença de pensamentos obsessivos, que levam à realização de um ritual compulsivo para aliviar a ansiedade. Caso sofra destes pensamentos, o indivíduo deve passar o quanto antes por uma consulta com um psiquiatra, que fará uma avaliação e indicará o tratamento adequado.

É importante ressaltar que o transtorno pode acometer crianças a partir dos três, quatro anos de idade. Por este motivo, é fundamental que os pais fiquem atentos a qualquer manifestação de rituais compulsivos. Infelizmente as pessoas demoram muito para procurar ajuda e, portanto, a maior parte dos casos é diagnosticada na idade adulta. E quanto mais tempo passar até o início do tratamento, mais grave a doença pode se tornar.

Em adultos, o tratamento mais eficiente consiste na associação de medicamentos (antidepressivos, ansiolíticos) com a psicoterapia. Dra. Renata alerta para o fato de que o paciente deve manter o tratamento após a melhora inicial dos sintomas, uma vez que há um alto índice de recidiva, ou seja, de recaídas.