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Nem sempre o sopro no coração é considerado uma patologia e deve ser motivo de preocupação. Ele é um som que pode ser ouvido (ou auscultado, no termo técnico) durante o exame cardiológico de rotina e corresponde a um ruído prolongado, parecido ao soprar do vento, que se ouve entre os batimentos cardíacos devido à passagem do sangue pelas estruturas do coração.

Pode aparecer em condições não patológicas, mais comumente em crianças. O sopro inocente, de caráter benigno, que desaparece com o tempo durante a infância, pode ser diagnosticado em ate 40% das crianças.Em outros casos, pode durar a vida inteira sem nunca causar mais problemas de saúde.

O sopro patológico, entretanto, já é menos frequente e tem incidência de 8 a 10/1000 pessoas. Na maioria dos casos, em adultos, pode significar um mau funcionamento de uma válvula ou defeito em outra estrutura cardíaca. Em nosso país, a febre reumática é uma importante causa de lesão de válvula.

Em crianças, alterações congênitas na estrutura cardíaca são os principais responsáveis por sopros além dos chamados “inocentes”. Para tirar a dúvida, o médico é quem pode dizer se o sopro não necessita de tratamento ou se é um problema que precisa ser analisado.

Quando acontece de forma patológica, esta condição pode piorar o funcionamento do coração progressivamente. Em caso de lesão grave, que provoca deterioração progressiva da função cardíaca, a troca de válvula através de cirurgia cardíaca é o tratamento mais utilizado. O principal e mais comum sintoma do sopro é o cansaço ou falta de ar aos esforços. Outros sinais associados podem ser palpitações e, em alguns casos, dor torácica, transpiração intensa, tontura e desmaio.