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A amamentação é um processo essencial para a saúde do bebê. Vários estudos indicam que o aleitamento materno como única forma de alimentação até o sexto mês de vida pode evitar diversas mortes, além de ser fundamental para o crescimento e desenvolvimento da criança. A amamentação também é importante para estabelecer uma maior relação afetiva entre mãe e filho.

Até o sexto mês de vida, as crianças não precisam tomar sucos, chás, nem mesmo água. Muitas pessoas vão dizer que o bebê está fraco ou com sede, mas isso não é verdade. O leite possui tudo que o bebê necessita.

O leite materno apresenta as vitaminas, minerais, açúcares, proteínas e gorduras necessárias para a alimentação saudável da criança. Além disso, ele possui vários fatores imunológicos contra várias doenças, tais como diarreias, infecções respiratórias e alergias. Nenhum outro alimento oferece esses benefícios!

A primeira mamada pode ser feita ainda na sala do parto, nos momentos iniciais da vida do bebê. Recomenda-se que, nos primeiros seis meses, como dito anteriormente, a criança alimente-se apenas do leite materno. Depois desse tempo, outros alimentos podem ser adicionados à dieta, entretanto, a criança deve ser amamentada pelo menos nos dois primeiros anos de vida.

Nos primeiros dias depois do parto, o leite é chamado de colostro. De coloração mais amarelada, ele apresenta mais proteínas, menos gorduras e é rico em fatores de defesa. O colostro é considerado a primeira vacina da criança. Depois de aproximadamente uma semana, observa-se a produção do chamado leite maduro, que pode ser classificado em leite anterior e posterior. O anterior é aquele do início da mamada e possui muita água. Já o posterior é o do final da mamada e é mais rico em gorduras.

É importante frisar que a mãe, durante a amamentação, deve ter alguns cuidados com sua saúde, principalmente quando o assunto é o uso de drogas e álcool. O uso dessas substâncias deve ser evitado, assim como o uso de medicamentos sem receita médica, uma vez que alguns causam sérios efeitos colaterais ao bebê. A doxepina, por exemplo, está relacionada com a parada respiratória de um lactente.

Há quem acredite que a amamentação é boa apenas para o bebê, porém esse pensamento é errôneo. Além de fortalecer o vínculo entre a mamãe e a criança, a amamentação após o parto diminui o sangramento materno e ajuda o útero a voltar ao normal. Além disso, o aleitamento materno também está associado com a redução dos casos de câncer de mama.

Algumas vezes, quando a mulher está amamentando, podem ocorrer fissuras, rachaduras, mastite, ingurgitamento e até diminuição do leite. Apesar de causarem muito medo nas mães, principalmente naquelas que acabaram de ter o primeiro filho, medidas simples podem ajudar a evitar esses problemas. Leia a seguir algumas dicas da Unicef Brasil para tratá-los:

→ Fissuras e rachaduras: Observar se o bebê está posicionado de maneira correta durante o momento da amamentação e secar bem as mamas.

→ Ingurgitamento: Colocar o bebê para mamar mais vezes e fazer a retirada manual do excesso de leite.

→ Mastite: Retirar o excesso de leite e procurar o médico quando o quadro não melhorar em um período de 24 horas.

→ Leite secando: Colocar o bebê para mamar mais vezes.

Algumas vezes, não são apenas simples problemas que impedem a amamentação. Mulheres HIV positivas e que estão realizando quimioterapia ou radioterapia, por exemplo, não podem fornecer seu leite aos filhos. Nesses casos, o melhor é buscar orientação do obstetra e pediatra de confiança. Uma opção é o uso de produtos que substituem o leite materno encontrados facilmente à venda.

Com informações: Uol