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Pode parecer estranho, mas o nome vem da idade média. É isso mesmo! Antigamente alguns médicos achavam que a uma mancha que surge na face de algumas pessoas com a doença teria um aspecto parecido com a que está presente no rosto de alguns tipso de lobos, daí veio o nome popular – Lúpus, que significa lobo “Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES).

É uma doença inflamatória autoimune, mais frequente nas mulheres do que nos homens, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico. Você produz anticorpos, que são feitos para te defender contra microrganismos externos, como vírus, bactérias, e quando esse anticorpo se volta contra seu próprio corpo, pode causar diversas manifestações e que no caso a doença que mais representa isso seria o Lúpus.

A causa do LES ainda é desconhecida, mas sabe-se que fatores genéticos, hormonais e ambientais podem resultar no desencadeamento da doença. As características clínicas variam de um indivíduo para outro, e a evolução costuma ser crônica, com períodos mais acentuados e outros de remissão. Apesar das características clínicas variam de um indivíduo para outro, e a evolução costuma ser crônica, com períodos mais acentuados e outros de remissão, existe pacientes com sintomas leves até quadros mais graves.

Os sintomas do lúpus podem surgir de repente ou se desenvolver lentamente. Entre os sinais estão dor nas articulações, rigidez muscular, inchaços, sensibilidade à luz do sol, irritação cutânea (vermelhidão na face em forma de "borboleta" sobre as bochechas e a ponta do nariz), que afeta cerca de metade das pessoas com lúpus. A irritação cutânea piora com a luz do sol e também pode ser generalizado.

Também estão entre os sintomas fadiga, febre, dificuldade para respirar, dor no peito ao inspirar profundamente, dor de cabeça, confusão mental e perda de memória, linfonodos aumentados, queda de cabelo, feridas na boca, desconforto geral, ansiedade e mal-estar.

Importância do diagnóstico

Para o diagnóstico de LES é fundamental a realização de anamnese, entrevista realizada por um profissional de saúde com o paciente, exame físico completo e alguns exames laboratoriais que podem auxiliar na detecção de alterações clínicas da doença.

O tratamento do LES depende da manifestação apresentada por cada um dos pacientes, portanto, deve ser individualizado. Seu objetivo é o controle da atividade da doença, a minimização dos efeitos colaterais dos medicamentos e uma boa qualidade de vida aos seus portadores. O paciente é atendido nas Unidades Básicas de Saúde e, quando necessário, encaminhado ao médico especialista.

O tratamento é individualizado, dependendo das manifestações da doença, e pode ser medicamentoso ou não-medicamentoso, como proteção contra a radiação solar, não fumar e atividades físicas.

Com informações: Ministério da Saúde