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No último domingo, 08 de abril foi celebrado o Dia Mundial de Combate ao Câncer. A data foi criada para discutir o tema e conscientizar a população sobre a doença. O câncer é composto por uma série de doenças que têm em comum a multiplicação anormal de células, que pode acontecer em qualquer lugar do corpo humano e em qualquer idade. Em pessoas com menos de 18 anos corresponde a 2% dos casos de câncer.

Os mais comuns nessa idade são as leucemias, que afetam os glóbulos brancos e representam quase 60% dos casos de câncer infantil, seguidos dos tumores do sistema nervoso central e os linfomas (sistema linfático). Há, também, os tipos exclusivos da faixa pediátrica, que quase nunca são vistos em adultos: os retinoblastomas, que acometem o fundo do olho, e o tumor de Wilms, que afeta o rim.

Segundo Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte (8% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, assim como em países desenvolvidos.

O câncer infantil tem característica de crescimento muito acelerada, pois as crianças possuem tecidos ainda embrionários com capacidade de reprodução muito rápida. Essas diferenças reforçam a importância de um diagnóstico precoce. Até por isso as respostas ao tratamento são mais rápidas.

O tratamento é diferente dos adultos, mas também é composto por quimioterapia, radioterapia ou cirurgia, combinados ou não. A radioterapia é usada em casos mais específicos, como câncer de rim. Nesta faixa etária as cirurgias têm bastante importância, pois ajudam a frear o avanço da doença. Em alguns casos a cirurgia pode ser fundamental para a cura, devendo ser planejada a retirada do tumor em um ou mais procedimentos.

O câncer infantil não tem prevenção, por isso a enorme importância destinada ao diagnóstico precoce. Vale explicar que os sintomas são muito comuns a outras doenças desta faixa etária, queixas bastante comuns em prontos-socorros. Entretanto, algumas dicas podem acelerar o diagnóstico:

• Uma febre mais prolongada, que não responde a medicamentos ou associada a outros sintomas, como gânglios aumentados; • Infecções de repetição, que acabam levando a criança várias vezes ao hospital; • Perda de peso inexplicável e contínua; • Dor persistente nos ossos e nas articulações, com intensidades que prejudicam as brincadeiras ou atividades; • Dores de cabeças acompanhadas de vômitos, geralmente na parte da madrugada; • Caroços que não cedem – costumam aparecer no pescoço, axilas, virilhas e abdome.

Quando a criança tem o acompanhamento de um pediatra desde cedo, o especialista consegue entender as diferentes características e sintomas de cada doença, seja para excluir uma suspeita mais séria ou confirmá-la. Com o diagnóstico precoce, as chances de cura passam dos 70%, em boa parte dos casos. A doença em estágio avançado diminui consideravelmente essas chances.

Quando há diagnóstico positivo para o câncer, é importante que a criança seja acompanhada por uma equipe especializada em oncologia pediátrica, composta por médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, além de subespecialistas em outras áreas da medicina. É essencial o paciente buscar um local que tenha equipamentos com tecnologia de ponta para a realização de todos os exames que possam ajudar no tratamento, além de um departamento de patologia qualificado.