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A tireoide é uma glândula localizada na base do pescoço e à frente da traqueia. Ela produz dois hormônios conhecidos como T3 e T4, que são responsáveis pelo metabolismo do corpo, ou seja, o modo como ele armazena e gasta energia. Quando a produção de hormônios tireoidianos é excessiva, causa uma doença chamada de hipertireoidismo. Já quando a produção é insuficiente, caracteriza-se o hipotireoidismo.

Delas, a doença mais comum é o hipotireoidismo, que acontece quando a glândula funciona pouco ou não existe mais – por ter sido removida cirurgicamente devido a algum tipo de problema, como um tumor. Não há como prevenir disfunções na tireoide, pois elas estão associadas a doenças autoimunes e hereditariedade.

A única recomendação fundamentada, que vale para qualquer idade, é a ingestão adequada de iodo, elemento essencial para a produção dos hormônios tireoidianos. No Brasil, temos iodo em quantidade suficiente no sal que ingerimos. O que pode ser feito é a detecção precoce com exames de rotina, principalmente se houver sintomas que sugiram qualquer anormalidade no funcionamento da glândula.

As disfunções na tireoide aparecem com mais frequência após os 60 anos, mas isso não significa que a idade é um fator de risco. Além disso, são mais frequentes nas mulheres, mas como não há meios de prevenir o problema, não há como considerar medidas em relação ao sexo do paciente.

As principais doenças autoimunes (em que o organismo produz indevidamente defesas contra ele mesmo) envolvidas nos problemas da tireoide são a Doença de Graves, no hipertireoidismo, e a Doença de Hashimoto, no hipotireoidismo. O diagnóstico pode ser feito, em geral, com exames de sangue, e o tratamento se utiliza de reposição de hormônios no hipotireoidismo, ou medicamentos que inibem a produção deles no hipertireoidismo.

Os sintomas dos dois problemas variam bastante, mas o aumento do volume da tireoide pode acontecer nos dois casos.