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Os casos de câncer no testículo correspondem a 5% do total de casos de câncer entre os homens, e em 2015 foi responsável por 359 mortes. Esses números fazem parte do último levantamento do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Apesar disso, esse tipo de câncer é facilmente curado quando detectado precocemente, principalmente quando realizado o autoexame. Na infância, é importante o exame do pediatra para verificar se a descida dos testículos para a bolsa escrotal (popularmente conhecida como “saco”) ocorreu normalmente.

O autoexame é muito importante, pois é a melhor forma de prevenção dessa doença. Se você reparar qualquer nódulo no testículo ou anormalidade, procure imediatamente o médico.

O sintoma mais comum é o aparecimento de um nódulo duro, geralmente indolor, que tem o tamanho aproximado ao de uma ervilha. Mas é preciso ficar atento a outras alterações, como aumento ou diminuição no tamanho dos testículos, nódulos ou endurecimentos, dor imprecisa na parte baixa do abdômen, sangue na urina e aumento ou sensibilidade dos mamilos. Em qualquer desses casos, é importante realizar um consulta com um urologista.

Mesmo considerado raro, o câncer de testículo é preocupante porque a maior incidência ocorre em homens em idades entre 15 e 50 anos. Nessa fase, existe chance de ser confundido, ou até mesmo mascarado, por um processo inflamatório ou infeccioso envolvendo o testículo, chamado orquiepididimite que geralmente é transmitida sexualmente.

Vale ressaltar a importância de ser rápido em buscar uma avaliação médica, caso o homem perceba alguma diferença. O câncer de testículo tem uma peculiaridade, pois ele vem das células germinativas, que tem poder de duplicação muito rápida. Então é um crescimento acelerado, principalmente da lesão local. Por isso a necessidade de ir imediatamente a um especialista. A detecção precoce e o tratamento rápido podem evitar a perda do testículo.

Tratamento

Em caso positivo para câncer, o testículo é extraído, mas a função sexual ou reprodutiva do paciente não é afetada, desde que o outro testículo esteja saudável. O tratamento posterior poderá ser cirúrgico, radioterápico, quimioterápico ou através de controle clínico. A complementação depende de investigação, que avaliará a presença ou a possibilidade de disseminação da doença para outros órgãos.

Autoexame

Para quem ficou em dúvida, deixamos aqui algumas dicas de como realizar o autoexame nos testículos, que deve ser feito todo mês, logo depois de um banho quente - isso porque o calor relaxa o escroto e facilita a observação de quaisquer anormalidades de tamanho, sensibilidade ou densidade.

O que procurar?

• Alteração do tamanho dos testículos;

• Sensação de peso no escroto;

• Dor imprecisa na parte inferior do abdômen ou na virilha;

• Derrame escrotal, caracterizado por líquido no escroto;

• Dor ou desconforto no testículo ou escroto.

Como fazer?

• De pé, em frente ao espelho, verifique a existência de alterações em alto relevo na pele do escroto;

• Examine cada testículo com as duas mãos;

• Posicione o testículo entre os dedos indicador, médio e o polegar;

• Revolva o testículo entre os dedos - você não deve sentir dor ao realizar o exame;

• Não se assuste se um dos testículos parecer ligeiramente maior que o outro, isto é normal;

• Ache o epidídimo - canal localizado atrás do testículo que coleta e carrega o esperma (se você se familiarizar com essa estrutura, não confundirá o epidídimo com uma massa suspeita);

• Os tumores malignos são localizados com mais frequência lateralmente aos testículos, mas também podem ser encontrados na porção ventral (parte de baixo dos testículos).

Com informações: Ministério da Saúde