Quem quer manter o corpo saudável busca uma dieta balanceada para fornecer ao organismo nutrientes essenciais e fazer o corpo humano funcionar. Mas os especialistas advertem que alimentação adequada e saudável vai além dos nutrientes. Comida não é algo funcional, que visa satisfazer apenas necessidades nutricionais. Ela extrapola o biológico e influencia aspectos afetivos, econômicos, sociais e ambientais. É exemplo da relação que há entre as decisões familiares e hábitos à mesa. Desde pequeno, sua alimentação é acompanhada pelos pais.
Receitas de saúde por meio dos alimentos são dadas pelo Guia Alimentar para a População Brasileira, que recomenda evitar, entre outros itens, refrigerantes, gorduras, alimentos processados e ultraprocessados. Lançado em 2015, o guia deixa de lado a visão restritiva da ingestão dos micronutrientes e se volta para os alimentos que contêm e fornecem esses nutrientes, como eles são combinados entre si e preparados. A publicação é uma das estratégias para implementação da diretriz de promoção da alimentação adequada e saudável, que integra a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), de 1999. Publicado pelo Ministério da Saúde, a ideia é que o guia seja “utilizado nas casas das pessoas, nas unidades de saúde, nas escolas e em todo e qualquer espaço onde atividades de promoção da saúde tenham lugar, como centros comunitários, centros de referência de assistência social, sindicatos, centros de formação de trabalhadores e sedes de movimentos sociais”.
De forma prática, as orientações do guia podem ser resumidas nos Dez Passos para a Alimentação Saudável. São elas: utilizar alimentos frescos ou minimamente processados; utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias; limitar o consumo de alimentos processados; evitar o consumo de alimentos ultraprocessados; comer com regularidade e atenção, em ambientes apropriados e, sempre que possível, com companhia; fazer compras em locais que ofertem variedades de alimentos in natura ou minimamente processados; desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias; planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece; dar preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora; ser crítico quanto a informações, orientações e mensagens sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais.
Importância da boa alimentação
• O alimento é condição ESSENCIAL para a vida e ajuda no BOM FUNCIONAMENTO do organismo. Alimentação correta é aquela que é ingerida na quantidade e variedade adequadas.
• A boa alimentação auxilia na manutenção da saúde, na PREVENÇÂO E TRATAMENTO DE DOENÇAS, no desempenho da atividade física esportiva, no controle do peso, nos estados de alergias e intolerâncias alimentares e na redução de fatores de risco para doenças crônicas.
• A CARÊNCIA ou o EXCESSO de nutrientes pode levar a doenças cardíacas, obesidade, gengivites, desnutrição, diabetes, hipertensão.
• Excesso de sal e gorduras na comida aumenta risco de HIPERTENSÃO e CARDIOPATIAS na idade adulta.
• Doenças como DIABETES e CÂNCER também estão associadas à alimentação.
Com informações: Ministério da Saúde